Respeitável público


Muitos pratos pra um lado,
corda bamba pro outro...
Pintura no rosto,
há que se manter bonita a fantasia.
Gira pra um lado,
bamboleia pro outro...
Nem quando para
respira.
Pobre da equilibrista.
Chegou atrasada no circo,
não tinha a vaga.
Só queria ser bailarina.

Comentários

  1. Em câmera lenta, faço minha travessia: cada passo medido, cada respiração calculada, cada oscilação do corpo buscando seu eixo. A corda bamba, que vibra com o vento, são dias a fio: esticada entre prazos, afetos, boletos, reuniões, mensagens que não param de chegar e expectativas que raramente se calam. Seguro a vara de equilíbrio, minhas prioridades são rearranjadas o tempo todo: trabalho e família, cuidado com os outros e algum espaço só meu, o que é urgente e o que é importante.

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