Abri a porta, mas
não saiu ninguém
apesar da multidão em mim.
Pelas janelas,
pulando sorrateiramente,
também ninguém.
Ouço,
dentro dos meus ouvidos,
o murmurinho.
Há uma repartição inteira
nessa cabeça!
Ninguém sai,
ninguém descansa,
todos bebem café.
Resto-me perdido
no meu funcionamento
de mim.
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