É que às vezes eu tenho medo
da luz não acender
e eu ficar sozinha no escuro
que não gosto.
Tenho medo de fazer a curva
e ter à frente
o que eu não conheço
sem saber como vai ser.
Tenho estrofes
e estrofes
e estrofes
de medo.
Tenho tanto medo que
se listo todos eles
o poema fica enfadonho
de tão longo.
Percebo que então
o medo
é meu companheiro
mais constante.
Pego na mão do medo
e vou seguir
em amizade
pra onde precisar ir.
Caminhar com medo
é diferente de
caminhar com o medo
e o poema chega ao fim.
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