Gostaria de dizer que vi um barquinho de papel descendo uma enxurrada. Mas hoje não está chovendo, então não vi, só imaginei. E mesmo se chovesse, ninguém mais faz barquinhos de papel. O que é uma pena... Ou perdemos o interesse pelas coisas simples, ou assistimos It demais.
Hoje era um dia dedicado a escrever uma crônica. Crônicas e dias ensolarados devem combinar, pensa quem, como eu, é leitor de Drummond. Olhando meus rascunhos, tenho várias mais ou menos iniciadas. Mas hoje, especialmente, nenhuma delas me pegou. Estou presa no barquinho de papel que eu não vi.
No meu peito paira um barquinho em lago manso, na minha cabeça desce o barquinho na enxurrada. Como pode o papel tão fraquinho brigar com a água? Da mesma forma que pode a gente lutar com o mundo. E acabou essa medíocre crônica dobrada.

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