Quando saímos na rua, desviam os olhos
No espelho, às vezes, desviamos nós também
Não nos parecemos com os da vitrine
Não comungamos com quem tem estrela
Caminhamos com o nosso peso,
o que sobra, o que falta
Colocamos nosso rosto na rua,
disforme, cicatrizado
Sorrimos, apesar dos dentes tortos
Somos, apesar de nós
Seguimos.
Ser estranho ainda parece melhor
que não ser alguém
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