A moça subiu num morro feito letra escala página. O vento era forte, seu vestido voava pra todo lado deixando expostas aquelas pernas tão bonitas. Lá debaixo, um grupo de garotos olhava, como observam os pontos ao final dos parágrafos. A moça não os via e nem procurava saber. Ser sozinha no alto de um morro é sensação de completude, feito ser título, que fica centralizado e sozinho, sem precisar de mais nada. Pra quem me disser que o título precisa do texto, digo pra repensar. Como voltaram no mesmo pensamento várias e várias vezes aqueles meninos ao perceberem que a moça simplesmente sumiu. Feito interpretação, que leva tempo, algumas horas depois descobriram que ela caiu num buraco. Parece que quem escrevia esqueceu da pauta e deixou a linha escapar da folha... É assim. De tolice em tolice, com um punhado de letras não se diz nada, mas nasce a crônica mais furada de todas junto de um pé quebrado no fundo de um buraco.
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