A crônica vazia


Viver é entrar num cabo de guerra injusto, antes de começar a disputa já sabemos quem vai terminar no chão. Quando as forças acabam sobra o silêncio. O comum vazio de que todo mundo fala. Não há inovação na dor. Não há criatividade ou suspense. Há o que todo mundo já sabe ou já ouviu falar. Não cabe ao autor completar o que não há. No fim das contas cria-se uma crônica vazia. O texto sobre a perda se perde em si mesmo e termina. Sem aviso, igual a vida. Fim.

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