Poema suicida

Das quatro balas na mesa o calibre sou eu

Se pudesse, me atirava

Num poço, num pêndulo 

Qualquer vazio escuro que me caiba

Se bate à porta, puxo a cadeira

Sorrindo, digo:

Venha me assassinar comigo

A companhia é boa no morrer

De muito pensar é que se percebe

Toda felicidade é, se não, mórbida

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