Sobreviver é um incômodo.
É balançar entre o lembrar e o esquecer.
Num limiar tardio,
resta a esperança de que se possa simplesmente
ser.
Viver é, antes de tudo,
prestar-se de invólucro.
Deixar passar o que vier, absorvendo tons até crescer.
Talvez a questão de se inteirar
seja o maior fragmento do retrato humano.
Afinal, por si só, respirar
já é uma balança no tempo,
o tempo inteiro.

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