O céu segurando tempestade em cor escura observa inquieto a baixa superfície.
Pernas seguem atrás de pés que largam sapatos no chão em correria.
Haja contrapeso pra tanta mão puxando saias!
Errantes homens com jogos e armas, enormes estouros por todo o cenário.
Será possível que não aprendemos, grotesco cinza celeste?
Cusparadas e poças ensanguentadas logo correrão pros bueiros junto à chuva.
Se parássemos de nos lavar e lavar as coisas, talvez fosse um caminho.
Uma solução fétida de imundície, um empurrão exausto pra tirar o homem da inexatidão.
Secretamente todos sabemos que não há o que fazer.
Somos uma espécie que falhou e segue a espalhar mazelas.
Dizer o quê?
No fim das contas, tudo se divide entre o bem, o mal e o chumbo.

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