Saliva


De onde escorre sangue, escorre seiva
vem do ar preso na garganta
a lágrima que incendeia
Queria dizer de som, dizer de bem
mas há percalços cortantes
que nos cegam e mal entretém
Abri a boca e o grito some, o grito míngua
cansado, entendo que ficarei aqui
preso do amargor da minha própria língua

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