"É a noite em si, ou o silêncio que ela evoca?" - perguntou-me Irene
Quisera eu saber responder.
Debaixo de uma chuva perene, estávamos os dois sem entender
São questionamentos que a vida nos traz
Encapados de pessoas queridas
Jamais entenderei esse apetite voraz das páginas transcorridas
Foi no silêncio que pensamos separados
Cada um dentro da sua cabeça
Desnovelando os grandes emaranhados que quer a mente, nos entristeça
A noite em si é escura
E nela cabe mais do que um dia poderemos saber
Percorrendo essas enormes dunas num constante conflito do ser
"Não sei" - respondi por fim
Tranquilizado pelo sol que já vinha no horizonte
Naquela claridade marfim tudo de mau soa dis t a n t e . . .

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