Há um quadro no porão
Pintura velha, de pouco sentido
que assopra vez ou outra, trazendo algum ruído
Antes ficasse em silêncio
Desalentadora a voz que murmura
anunciando em estalido tamanha futura ruptura
É um distante e aveludado prenúncio
O que será de nós, pintores infortunos
se nossas crias horrendas nos perseguirem além mundos?
É melhor que pensemos mais no que fazem nossas mãos
Criamos raivosos, depois passamos panos por sobre o verniz
Oh tela! O véu caiu, e pude ver minha própria enorme cicatriz

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