A parte que me falta eu mesma arranquei.
Preciso de espaço pra provar e sentir os infinitos que não cabem em mim, que minha forma reduz ou que ainda não experimentei. Não aceito ser inteira na mesma medida que não sei ser metade. Quero testar quantas várias de mim podem nascer de novo. No lugar vazio há de surgir algo diferente. Que aproveita restos de veios em pedaços pra não se fazer igual.
A parte que me falta eu mesma arranquei.
E arrancarei outras vezes mais. Pra me lembrar que sou borboleta humana. Em metamorfose em falha e em construção, e não pretendo nunca me inteirar. Ser inteiro significa um cancelamento enorme de possibilidades. É perigoso. Eu não.
Eu quero voar.

Apenas comecei a ler alguns desses (algum adjetivo que ainda não encontrei para estes) textos e de longe este está sendo meu favorito, por enquanto ficarei com Maravilhoso até encontrar O Adjetivo certo. Parabéns pelo talento!
ResponderExcluirPrecisei apenas de alguns minutos e linhas pra virar fã.