Quinto metacarpo

Na verdade a sugestão de título pra esse emaranhado de palavras era 'maneiras de se sentir inútil ao quebrar o quinto metacarpo' (Obrigada, Pedro!), mas eram muitas complicações pra pouca frase. Antes de qualquer coisa: o metacarpo. A menos que você seja um profissional da saúde, as chances de você saber que tem um metacarpo são mínimas, cinco então, inimaginável! Mas quando você quebra o quinto, percebe que tem dez, cinco em cada mão. Esses ossinhos que ligam os seus dedos aos seus punhos. O quinto é o do mindinho, é o que foi quebrado. E na diagonal! (Médicos entenderão a exclamação). 

Mas vamos à questão: formas de inutilidade. 
Quando você quebra o quinto metacarpo não é inteligente tentar dirigir. Você vai perceber que, além do incômodo físico, essa é uma habilidade que te foi removida temporariamente. O que é bom... Você não vai cair na besteira de dirigir sozinho a lugares carregados de lembranças ou ameaçar jogar o carro de uma ribanceira.
Hambúrgueres também são bons, mas pouco inteligentes nessa ocasião. Com uma mão só vai ser impossível segurar, que dirá levar até a boca e comer. Lembre-se de levar alguém com você que faça a gentileza de partir a comida em pequenas porções. Ou dê um tempo de hambúrgueres. O que é bom... Além de não engordar não vai ser uma afirmação de que nenhum hambúrguer será tão bom quanto o que vocês faziam juntos. 
Esqueça que um dia penteou os cabelos. Com uma mão só não funciona e alguém vai ter sempre que penteá-los e amarrá-los para você. O que é bom... Seu cabelo não vai ficar mais embaraçado por aquele jeito único de fazer carinho. 
Você vai se sentir inútil em casa, no trabalho, na rua e até no chuveiro... Porque quebrou o quinto metacarpo que nem sabia que tinha e porque se viu expulso de alguém que pensou estar ali pro tempo todo. 
Mas, vida que segue. Parte boa de quebrar o quinto metacarpo: de tudo que está quebrado e dói, ele vai se curar mais rápido e fácil. Especialmente se comparado ao coração partido. 

Quebrar um metacarpo pode nem ser tão inútil assim...

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